Traços Coloniais

Remanescente dos períodos
colonial e imperial existia ainda em perfeito estado de conservação um conjunto
arquitetônico, composto de capela e sobrado, na Fazenda Lagoa, localizada nas
proximidades da fronteira de Santo amaro e são Francisco do Conde. O que se
relata do referido complexo é que o mesmo foi construído no século XVIII pelos
padres jesuítas servindo posteriormente residência para Diogo Alves Correia e
seus familiares. Atualmente tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional, é conservado pelos herdeiros liberado em dias específicos para a
visitação publica de estudantes e pesquisadores. Outro artefato do período
colonial ainda presente neste município é o Assentamento 3 de abril que fica a
14 quilômetros do centro do município, o Assentamento também tem um potencial
histórico desconhecido. No local, vivem hoje 92 famílias, mas a região já tinha
moradores desde o Século XIX. Neto de escravos, o assentado Antônio Marcelino
dos Santos, de 80 anos, conta que seus antepassados sentiram na pele o
sofrimento da escravidão. "Eles comemoraram bastante a abolição da
escravatura e me disseram que a vida na senzala era difícil", recorda. A
parte histórica tem ainda maior destaque por causa das ruínas de uma igreja
construída há 200 anos. A trilha para chegar às ruínas, de aproximadamente 400
metros de distância, está praticamente fechada pelo mato.
Em 1822, no inicio do século XIX, o Brasil separa-se de Portugal,
tornando-se independente sob o regime de Monarquia Imperial, causando
transformações radicais sob os aspectos político, social e econômico, em todo
território. Naquela época, a Bahia, com seus engenhos de açúcar no recôncavo,
assim como a farinha de mandioca, o fumo, a aguardente e o gado no Sertão, era
considerada como a capitania mais rica do Brasil Império. Porém por volta de
1870 inicia-se a crise açucareira, porque o recôncavo com seus engenhos rudimentares, não conseguia
acompanhar os avanços técnicos de outros centros. Além disso, surgiram grandes
fazendas de café no Rio e em São Paulo, regiões que política e economicamente
já se sobrepunham ao recôncavo baiano. A situação agravante do setor econômico,
o desmembramento dos latifúndios por força da hereditariedade e as mudanças no
sentido político derrubaram um pouco as pompas e ostentações dos Senhores de
Engenho, ou dos seus herdeiros.
ACHEI ÓTIMO ESSE TRABALHO! É NECESSÁRIO QUE CONTINUE DIVULGANDO A HISTÓRIA E FOTOS ANTIGAS DO NOSSO MUNICÍPIO (SOU PASSENSE), FICARIA FELIZ SE FOSSE PUBLICADA FOTO DO ANTIGO GINÁSIO JOÃO PAIM (ONDE HOJE É O FÓRUM) E DO ANTIGO MERCADO MUNICIPAL (HOJE, NAS IMEDIAÇÕES DO SHOPPING DE JANUÁRIO RIBEIRO).PARABÉNS!
ResponderExcluirILDEMÁRIO R. DA SILVA